
Minha singela homenagem às mulheres, e ao respeito que até o demônio tem por ela. =P
Parabéns mulhezada, mas nem acho que precisava de um dia para vocês, está cada vez mais óbvio que as mulheres são tão ou mais capazes que os homens em tudo.
Exceto para matar baratas a noite e abrir pote de conserva. Mas é a graça de tudo!
O relógio dizia que já era noite, mas o sol teimava em ir embora. Quando ZÃper ouviu aqueles passos não conseguia acreditar.
_ Opa!? _ Disse ele erguendo as orelhas. _ Será que estou ouvindo bem? Não é possÃvel, ainda está claro. Se bem que o caminhão que come nosso lixo também já passou.
E os passos agora pareciam mais próximos.
_ É ele mesmo, e está trazendo sacolas. _ E saiu correndo para o portão com a lÃngua de fora. _ PAPAI!
Túlio já tinha se acostumado com o alvoroço que ZÃper fazia todos os dias, desde filhote foi assim, alegre e bagunceiro.
_ E aà Papai, o quê que tem nessas sacolas? _ Dizia ZÃper enquanto enfiava o focinho nelas. _ O cheiro é bom.
_ Sai daÃ, ZÃper. _ Túlio tentava erguer as sacolas. _ Isso não é para você.
Mas ZÃper era mais teimoso que uma mula empacada, curioso como um gato. E a alegria de rever o dono era tanta que ele não parava de pular.
_ Ei! Eu sei o que é isso. Vermelhinha, cheirosa, suculenta, separada em gomos, é lingüiça! Eu tenho certeza que foi um cachorro que inventou essa maravilha gastronômica! _ Disse ZÃper com o rabo abanando. _ Me arruma uma aÃ, vai. Só uma.
_ ZÃper! Sai, você está me sujando todo.
_ A Mamãe me deu uma vassourada hoje, só porque eu entrei na cozinha.
_ Vai deitar, vai. Depois a gente brinca.
_ Diz para a Mamãe que eu sou legal, ela não gosta de mim, só da Liza.
_ Eu vou te dar umas chineladas, cachorro teimoso.
_ Tudo bem, parei, mas… E essa lingüiça aÃ? Tem jeito? Ração todo dia enjoa.
Mas Túlio entrou e fechou a porta. ZÃper murchou as orelhas e ainda conseguiu ouvir a Mamãe dizendo algo como Cachorro fedido, imundo e o Papai respondendo Amanhã, se fizer sol, eu dou um banho nele.
ZÃper reergueu as orelhas e arregalou os olhos, involuntariamente tremia cada pêlo. As suas pulgas gritavam: Terremoto. ZÃper sabia muito bem o que significava aquela palavra, banho é sinônimo de tortura, banho é sinônimo de sofrimento, dor e frio. Fora o cheiro de sabonete que só sai depois de umas três roladas na terra.
Mas alguma coisa não fazia sentido. ZÃper só tomava banho aos sábados, o Papai não tinha ido trabalhar ontem, e hoje sim, então amanhã é terça-feira. Ou será que ele está de férias, igual o Bebê? Ou será que eu errei a minha conta e amanhã é sábado? Será que eu dormi demais no domingo e só acordei na sexta-feira?
Aquela noite foi longa demais para ZÃper.
Sábado… Dia de Churrasco… Segunda… Terça… Ou seria Sábado de novo… Ai, me perdi.
Assim que o dia nasceu ZÃper viu Liza sair pela cozinha. Venceu seu orgulho e foi falar com a gata da casa.
_ Ouf. _ Chamou enquanto latia.
_ Que é. _ Respondeu a gata toda ofendida.
_ O Papai está se arrumando para ir trabalhar?
_ Nãão. _ Disse ela enquanto miava e bocejava.
_ Mas hoje não é terça-feira?
_ Não, hoje é sábado, eu já te ensinei isso.
_ Eu sei, mas o Papai não foi trabalhar antes de ontem, já ontem ele foi.
_ Pois é, mas hoje é sábado.
_ Por que ele não foi trabalhar antes de ontem então.
_ Porque quinta-feira foi feriado.
_ Feriado? Não, olha, me acompanha, Sábado, Dia do churrasco, segunda-feira, sábado… Não, terça-feira… Ou sábado? Me perdi de novo. Mas esse feriado aà é novo.
_ É, um dia que eles inventam para não ir trabalhar nem à escola.
_ E pode?
_ Hum hum. Mas porque o interesse?
_ É… Nada não.
_ Já sei por que você está assim tão curioso.
_ Já disse que não é nada.
_ Você está com medo.
_ Não estou. _ Mas suas pernas trêmulas denunciavam o contrário.
_ BANHO!
Ao ouvir a palavra maligna ZÃper saiu correndo e chorando para dentro de sua casinha deixando para trás Liza que gargalhava.
A gata até soluçava quando chegou à porta da casinha de ZÃper, ainda ria um pouco quando perguntou.
_ Por que tanto medo de banho, eu tomo banho todos os dias.
_ Não vem, não. Seu conceito de banho é completamente outro. Acha que lamber o chibiu é banho, isso eu também faço. Quero ver você entrar numa tina d’água com sabão antipulgas.
_ Eu sou limpa, não preciso dessas atrocidades.
_ Limpa!? Dê uma olhada aqui. _ Dizia ZÃper abrindo a boca. _ Vê meus dentes? Nenhuma cárie, hálito fresco, sorriso igual o do Rim Tim Tim. Agora você! Você tem o maior bafo de peixe do mundo.
_ Não é peixe, é Atum.
_ Pois diga para o Atum que ele fede igual peixe.
_ Mas você não disse por que tem medo de banho.
_ É que eu não preciso de banho, não é medo.
_ Então pára de tremer. O Poodle aqui da frente toma banho numa boa.
_ Poodles. Quem te falou que poodle é cachorro? Eles são uns afeminados, envergonham a classe canina.
_ Afeminado, mas não tem medo de BANHO.
E não teve jeito, Túlio veio decidido a dar um banho no ZÃper e mais uma vez conseguiu, não que tivesse sido fácil, ele se molhou tanto quanto ZÃper. E para a alegria de Liza e para a tristeza de ZÃper… Sábado que vem tem mais.
Uma estação de rádio estava selecionando um novo locutor, eis que
o primeiro candidato é chamado:
- Qual o seu nome, por favor?
- Papapaulo dadada Sisisilva.
- Pôxa, mas como é que eu vou contratar um gago para ser locutor?
- Gago era meu pai, e o cara do cartório era um filho da puta!
O advogado estava chegando tarde à uma importante reunião no seu escritório e não encontrava vaga para estacionar.
Levanta as mãos ao céu, fecha os olhos e diz:
- Senhor por favor me arruma uma vaga para estacionar e prometo que irei à Missa todos os domingos do resto da minha vida, deixarei as putas, o álcool e as drogas. Além disso, não transarei mais com a minha secretária que é casada.
Nesse instante, milagrosamente aparece um lugar para estacionar na porta do edifÃcio, o sujeito estaciona e diz:
- Não se preocupe mais Senhor, achei uma!!!!
1 – Beba uma cerveja antes de cada refeição. Isso reduzirá seu apetite e você comerá menos.
2 - A cerveja é elaborada a partir de vegetais: Lúpulo, levedura, malte,cereais, etc. Logo, a cerveja é praticamente uma GRANOLA.
3 - A cerveja contém 95% de água; Portanto, a cerveja é um alimento hidratante.
4 - A cerveja pode ser acompanhada de castanhas (de cajú, do Pará, etc), amendoins, amêndoas, nozes, avelãs. Tudo isso é de origem vegetal e com um percentual elevado de fibras alimentares e fibras são saudáveis.
5 - A cerveja contém conservantes, logo, conservam você. Conservantes fazem vc parecer mais jovem.
6 - Uma caixa de cerveja pode fornecer toda a sua necessidade diária de calorias e carboidratos. Não é prático isso?
(via email)
Uma tarde quente como sempre em Hortolândia, mais um que dá esmola para o “Amizade”, andarilho conhecido por seu sorriso fácil e papo agradável.
Eu quero saber dele porque sorri tanto mesmo sem nenhum luxo ou expectativa de melhora.
Me aproximo com receio, dou uns trocados e puxo papo, ele é muito amistoso, me senti como se estivesse numa sala confortável e arejada, mas sabia tanto quanto ele que estavamos no cruzamento da Av. da Emancipação com a R. das Flores e o semáforo de lá não estava lucrando como o Amizade esperava.
Perguntei se ele tinha famÃlia ou amigos e ele me respondeu com um sorriso largo.
_ Toda planta tem raÃz, parceiro.
Nessa hora passou um homem que não retribuiu o cumprimento do Amizade, mas o mendigo continuou.
_ Tá vendo esse cara? Eu era assim, tinha responsabilidades, era mal-educado com quem eu não conhecia, enfim, estava preso nas minhas raÃzes.
Já não sorria tanto, o Amizade.
_ Não foi por querer que eu vim parar aqui não. Eu perdi tudo que as pessoas dão valor, dinheiro, casa, emprego, tudo. Minha mulher já não me achava atraente, meu patrão já não me achava competente e assim foi, até aqui.
Perguntei como ele perdeu tudo.
_ Eu não perdi tudo, só o que as pessoas dão valor… Tudo bem , eu conto, foi assim. Quando querem tomar seu dinheiro, tomam, não tem jeito. Me roubaram no jogo, eu bebia muito, não percebi que me fizeram pensar que era um blefe deles, aà apostei alto, eu tinha certeza que era um blefe e como vê não era. Me lasquei.
E sorriu de novo.
_ Cara foi aà que eu percebi como o mundo é podre, eu estava jogando entre amigos e me roubaram. Minha mulher fingiu estar furiosa e foi embora, graças a Deus.
Eu que sorri nessa hora.
_ É engraçado mesmo, minha mulher não me amava, acho até que casou com um dos caras que me roubaram, VACONA!
Nós dois sorrimos.
_ Na rua eu não tenho que aguentar meu patrão cobrando relatórios e resultados nem minha mulher com crise existencial e TPM, quem se aproxima de mim não está tramando me derrubar, hoje eu não alimento inveja no coração de ninguém. Isso não é bom?
Concordei mas o cara estava empolgado.
_ Roupas, eu ganho da D. Amelia, ela sempre separa roupas usadas do seu filho mais velho, banho, eu tomo uma vez por semana no buteco do Seu Jorge, ele não gosta muito da minha pessoa, mas temos negócios.
Nem precisei perguntar quais negócios.
_ É o seguinte, eu chamo aquilo de buteco, mas aquilo é um restaurante e dos bons, só vai grã-fino, então eu fico lá na frente gritando assim:
_ Ô seu Jorge, cadê meus gatinho? O senhor roubou meus gato, Safado!!! Pra fazer Strogonoff!!! Fritou os bichinho.
_ Tem freguês que ri, mas a maioria vai embora por que acredita no mendigo aqui. Quando eu tô lá na frente ninguém entra lá, caso a estória dos gatos não venha a dar certo eu finjo que estou passando mal e começo a vomitar, quer que eu te mostre?
Neguei prontamente enquanto ele enfiava o dedo na garganta, depois perguntei se o “Seu Jorge” não chamava a polÃcia.
_ Eu também tenho negócios com a polÃcia, eu passo informação sobre os traficantes, em troca eles garantem que nada me aconteça enquanto eu procuro meus gatinhos lá no buteco do Seu Jorge.
Mas eu ainda não tinha entendido os negócios dele com o Seu Jorge.
_ Bom, presta atenção, eu espanto a clientela do Seu Jorge e a polÃcia me defende. Não adianta. O seu Jorge fica na minha mão, então eu almoço, janto e tomo banho lá, ele diz que eu posso tomar mais banhos se eu quiser e até fazer a barba, mas, eu só escovo os dentes. Já imaginou? Como eu iria espantar os clientes estando limpo e de barba feita? O seu Jorge é velhaco.
Eu já estava saindo quando ele disse uma última coisa.
_ Eu sorrio porque sou feliz e sou feliz porque eu sei o que eu tenho, eu sei o que eu quero e sei do que eu preciso.
O cara é um sábio, pensei, quantas vezes eu me vi sofrendo querendo algo de que não preciso e esquecendo o valor das coisas que tenho.
