Proféticos - Tirinhas engraçadas

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Posts Tagged ‘cachorro’

Zíper e o cotidiano

January 31st, 2012 2 comments

Diplomacia felina

January 18th, 2012 2 comments

Dedico essa tira à memória da Lisa e à minha mãe.
E como já estamos ficando acostumados tem links de ONGs e demais entidades que ajudam animais abandonados. Sabe de algum envie-nos o link.

Diplomacia felina entre Zíper e Lisa (Cães e gatos)

Deixando claro que sou totalmente contra abandono ou qualquer tipo de maltrato com os animais, nenhum animal foi maltratado durante a produção dessa tira, nenhum tomou banho de mangueira também.

Ajudem!

Comece bem o seu dia

January 10th, 2012 2 comments

Comece bem o seu dia

Links de quem se importa com animais e fazem mais do que “revoluções por email e redes sociais”

AAA de Campinas
AdotaCão
Cão sem dono
Bicho de rua

Cliquem, conheçam, se puder, ajude.

E tenham um dia eloquente.

PS: Sabendo de alguma entidade basta mandar o link aí nos comentários, obrigado.

Zíper

November 8th, 2011 3 comments

Zíper cachorro carteiro

Pai Nosso dos Cães

August 12th, 2011 4 comments

Pai Nosso dos cães

Aleluia

Zíper e O pior dia da semana

August 10th, 2011 7 comments

Um texto de 14 de abril de 2006…

O relógio dizia que já era noite, mas o sol teimava em não ir embora. Quando Zíper ouviu aqueles passos não conseguia acreditar.

– Opa – Disse ele erguendo as orelhas – Será que estou ouvindo bem? Não é possível, ainda está claro. Se bem que o caminhão que come nosso lixo também já passou.

E os passos agora pareciam mais próximos.

– É ele mesmo, e está trazendo sacolas. – E saiu correndo para o portão com a língua de fora. – PAPAI!

Túlio já tinha se acostumado com o alvoroço que Zíper fazia todos os dias, desde filhote foi assim, alegre e bagunceiro.

– E aí Papai, o que tem nessas sacolas? – Dizia Zíper enquanto enfiava o focinho nelas. – O cheiro é bom.
– Sai daí, Zíper. – Túlio tentava erguer as sacolas. – Isso não é para você.

Mas Zíper era mais teimoso que uma mula empacada, curioso como um gato. E a alegria de rever o dono era tanta que ele não parava de pular.

– Ei! Eu sei o que é isso. Vermelhinha, cheirosa, suculenta, separada em gomos… é lingüiça! Eu tenho certeza que foi um cachorro que inventou essa maravilha gastronômica! – Disse Zíper com o rabo abanando – Me arruma uma aí, vai. Só uma.
– Zíper! Sai, você está me sujando todo.
– A Mamãe me deu uma vassourada hoje, só porque eu entrei na cozinha.
– Vai deitar, vai. Depois a gente brinca.
– Diz para a Mamãe que eu sou legal, ela não gosta de mim, só da Lisa.
– Eu vou te dar umas chineladas, cachorro teimoso.
– Tudo bem, parei, mas… E essa lingüiça aí? Tem jeito? Ração todo dia enjoa.

Mas Túlio entrou e fechou a porta. Zíper murchou as orelhas e ainda conseguiu ouvir a Mamãe dizendo algo como “Cachorro fedido, imundo” e o Papai respondendo “Amanhã, se fizer sol, eu dou um banho nele”.

Zíper reergueu as orelhas e arregalou os olhos, involuntariamente tremia cada pêlo. As suas pulgas gritavam: Terremoto. Ele sabia muito bem o que significava aquela palavra, banho é sinônimo de tortura, banho é sinônimo de sofrimento, dor e frio. Fora o cheiro de sabonete que só sai depois de umas três roladas na terra.

Mas alguma coisa não fazia sentido. Zíper só tomava banho aos sábados, o Papai não tinha ido trabalhar ontem, e hoje sim, então amanhã é terça-feira. Ou será que ele está de férias, igual o Bebê? Ou será que eu errei a minha conta e amanhã é sábado?

– Será que eu dormi demais no domingo e só acordei na sexta-feira?

Aquela noite foi longa demais para Zíper.

– Sábado… Dia de Churrasco… Segunda… Terça… Ou seria Sábado de novo… Ai, me perdi.

Assim que o dia nasceu Zíper viu Lisa sair pela cozinha. Venceu seu orgulho e foi falar com a gata da casa.

– Ouf. – Chamou enquanto latia.
– Que éééé? – Respondeu a gata toda ofendida.
– O Papai está se arrumando para ir trabalhar?
– Nhãão. – Disse ela enquanto miava e bocejava.
– Mas hoje não é terça-feira?
– Não, hoje é sábado, eu já te ensinei isso.
– Eu sei, mas o Papai não foi trabalhar antes de ontem, já ontem ele foi.
– Pois é, mas hoje é sábado.
– Porquê ele não foi trabalhar antes de ontem então.
– Por que quinta-feira foi feriado.
– Feriado? – Ele estava exausto de tanto pensar – Não, olha! Me acompanha! Sábado, Dia do churrasco, segunda-feira, sábado… Não, terça-feira… Ou sábado? Me perdi de novo. Esse feriado aí é novo.
– É, um dia que eles inventam para não trabalhar nem estudar.
– E pode?
– Hum hum. Mas porque o interesse?
– É… – Ele não queria revelar seus receios à gata – Nada não.
– Já sei por que você está assim tão curioso.
– Já disse que não é nada.
– Você está com medo.
– Não estou.– Mas suas pernas trêmulas denunciavam o contrário.
– BANHO!

Ao ouvir a palavra maligna Zíper saiu correndo e chorando para dentro de sua casinha deixando para trás Lisa que gargalhava.

A gata até soluçava quando chegou à porta da casinha de Zíper, ainda ria um pouco quando perguntou.

– Porquê tanto medo de banho, eu tomo banho todos os dias.
– Não vem, não. Seu conceito de banho é completamente outro. Acha que lamber o chibiu é banho, isso eu também faço. Quero ver você entrar numa tina d’água com sabão antipulgas.
– Eu sou limpa, não preciso dessas atrocidades.
– Limpa? Dê uma olhada aqui. – Dizia Zíper abrindo a boca – Vê meus dentes? Nenhuma cárie, hálito fresco, sorriso igual o do Rim Tim Tim. Agora você! Você tem o maior bafo de peixe do mundo.
– Não é peixe, é Atum.
– Pois diga para o Atum que ele fede igual peixe.
– Mas você não disse por que tem medo de banho.
– É que eu não preciso de banho, não é medo.
– Então pára de tremer. O Poodle aqui da frente toma banho numa boa.
– Poodles. Quem te falou que poodle é cachorro? Eles são uns afeminados, envergonham a classe canina.
– Afeminado, mas não tem medo de BANHO.

E não teve jeito, Túlio veio decidido a dar um banho no Zíper e mais uma vez conseguiu, não que tivesse sido fácil, ele se molhou tanto quanto Zíper. E para a alegria de Lisa e para a tristeza de Zíper… Sábado que vem tem mais.

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